É a primeira vez que o Presidente da Comissão Europeia toca no assunto depois de ter sido eleito. Mas a ideia já tinha sido abordada durante a sua candidatura à chefia do Edifício Berlaymont, em Bruxelas. Para Juncker a União Europeia deve criar um exército comum, constituído por forças militares de todos os estados-membros.

Jean-Claude Juncker regressou ao assunto numa entrevista ao jornal alemão  'Welt am Sonntag", referindo que esta é a única forma de responder à nova ameaça de Moscovo. "Um exército comum para os europeus serviria para mostrar à Rússia que estamos realmente comprometidos em defender os valores da União Europeia", assegurou.

Esta força, acrescentou o Presidente da Comissão, seria complementar à NATO e poderia integrar estados-membros que, neste momento, não fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Desta união militar a 28 resultaria uma poupança estimada de 120 mil milhões de euros, referiu fonte europeia ao diário online European Voice. Ou seja, 40 mil milhões a mais do que o empréstimo da Troika a Portugal. 
 
Do lado de Juncker está há muito a França. Também a Alemanha recebeu bem a notícia. "O nosso futuro enquanto europeus passará por um exército europeu" disse a uma rádio alemã a Ministra da Defesa germânica, Ursula von der Leyen, citada pelo mesmo jornal.

Reacção contrária chegou do Reino Unido. O governo britânico, de corrente eurocéptica, já declarou: "A nossa opinião - clara como água, vai no sentido de que a defesa é uma responsabilidade nacional - não da UE, e não há qualquer possibilidade de alteração de posição ou da criação de um exército europeu", referiu em comunicado citado pelo mesmo website.

Um deputado russo também reagiu às declarações dizendo tratar-se de uma "paranóia"

Em Junho o Conselho Europeu irá debater assuntos de defesa. Este estará igualmente em cima da mesa.
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