Grande parte das verbas do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR) foi gasto em obras nos quartéis e veículos para os bombeiros, noticia o jornal Público, e só 18% foi empregue na prevenção.

Em números, dos 56 milhões de euros inscritos para a redução dos riscos dos incêndios, só 10.2 milhões de euros foram gastos na instalação de redes de defesa da floresta contra fogos, segundo o mesmo jornal. Esse valor cobriu a abertura de vias de circulação, a criação de áreas limpas de matos nos povoamentos florestais ou acessos a pontos de água.

De acordo com o diário, 40 milhões de euros (71%), que fazem parte das verbas do PO SEUR, foram atribuídos a corporações de bombeiros, para a compra de veículos ou para a construção, modernização ou ampliação dos quartéis.

Ao Público, os responsáveis do plano disseram que não há no regulamento uma distinção entre a perspetiva de prevenção ou de combate. O Ministério da Agricultura confirma os números, no entanto considera que esse apoio deve ser complementado com os apoios distribuídos através de outros instrumentos.

Segundo o site do PO SEUR, este programa teve origem "através da Decisão de Execução da Comissão Europeia em 16 de dezembro de 2014". É um dos programas produzidos para a preparação da Estratégia Portugal 2020. Esse acordo é uma parceria entre Portugal e a Comissão Europeia que concilia a execução dos cinco Fundos Europeus Estruturais e de Investimento.

Nesses fundos são definidos os fundamentos de programação, no qual se incluem a política de desenvolvimento económico, social e territorial para promover no nosso país entre 2014 e 2020.

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